Ninguém é de ninguém - Lucius e Zibia Gasparetto

Ninguém é de ninguém - Lucius e Zibia Gasparetto

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Resumo:
Ninguém é de Ninguém conta a história do casal Roberto e Gabriela. Roberto nunca concordou que a esposa continuasse trabalhando após o casamento, mas depois de ter sido traído por seu sócio viu-se sendo sustentado por ela. Entrou em depressão, atraindo muitos espíritos infelizes e passou a sentir um ciúme doentio da esposa, levando a uma desestruturação familiar e a uma tragédia que afetou suas vidas para sempre.



Ficha Técnica: 
Médium: Zibia Gasparetto
Espírito: Lucius
Páginas: 378


Comentário: O objetivo central deste livro é mostrar como o ciúme pode ser destrutivo para uma relação e como ficamos cegos quando sob seu efeito deletério.

Trecho: 
Roberto chegou em casa confuso, irritado, batendo a porta com força. Naquele dia fora submetido a um processo de autodestruição e pensava raivoso: “Isso não vai ficar assim. Não posso tolerar ter sido feito de bobo pela pessoa em quem mais confiava. Quem poderia imaginar que, depois de me alisar a vaidade com elogios e tapinhas nas costas, ele acabasse por me apunhalar sem dó nem piedade?” Dentro da sala espaçosa, decorada com simplicidade e sem muitos adornos, ele andava de um lado para outro, como fera acuada, dando vazão a seu mau humor e a sua revolta. Sentia a cabeça pesada, doendo, como se a testa estivesse sendo apertada sem cessar por um círculo de ferro. Seu estômago queimava, e o almoço que engolira rapidamente havia mais de cinco horas ainda não tinha sido completamente digerido, provocando de vez em quando uma sensação de azedume em sua garganta. Foi ao banheiro e procurou um vidro de sal de frutas. Depois dirigiu-se à cozinha, colocou água num copo e despejou um pouco do remédio, ingerindo-o em seguida. Sentiu um arrepio no corpo e fez uma careta desagradável. Se ao menos o mal-estar passasse! Ele precisava se acalmar. Havia uma situação difícil para enfrentar, e Roberto precisava estar com saúde. Tinha família para sustentar. Dois filhos na escola: Maria do Carmo com cinco anos e Guilherme com sete. Ele fora contra a idéia de enviar Maria do Carmo para a escola aos dois anos de idade. Mas Gabriela trabalhava e não queria deixar o emprego de forma alguma. Quando se casaram, oito anos atrás, ele se empenhou de todas as formas para que ela deixasse a empresa onde trabalhava como secretária. Afinal, ele havia montado um negócio próprio que lhe rendia bom dinheiro. Mas Gabriela foi irredutível. Não ia largar o emprego do qual tanto gostava. Ela dava muito valor à sua independência e gostava de ganhar o próprio dinheiro. Roberto não concordava com isso. Mulher casada precisava tomar conta do lar. Ele tinha condições de arcar com as despesas. No fundo, sentia ciúme. Saber que Gabriela, todos os dias, durante a maior parte do tempo, estava em companhia de outros homens, chegava a tirar-lhe o sono. Apaixonara-se por ela desde o primeiro dia. Alta, cabelos louro-escuros, olhos verdes, boca carnuda e vermelha, corpo elegante e bem-feito, pele cor de pêssego levemente rosada, Gabriela representava para ele o máximo da atração. Quando, depois de muita insistência, ela aceitou sair com ele pela primeira vez, Roberto sentiu-se o homem mais feliz do mundo. Namoraram durante dois anos. Ele confiava nela. Era moça honesta e de bom comportamento. Porém percebia claramente o quanto ela despertava a atenção masculina quando passava indiferente, desfilando sua beleza. Ele fez de tudo para que ela desistisse de trabalhar depois do casamento. Mas ela foi taxativa: — Não sou o tipo de mulher dependente. Trabalho desde os quinze anos. Eu me sentiria muito mal se tivesse que depender do seu dinheiro. Sou competente para cuidar de mim. Depois, não gosto dos trabalhos domésticos. Não tenho jeito para certos serviços. Por isso, vou continuar trabalhando


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