Dona Lilica, a benzedeira - Vovó Benta e Leni W. Saviscki

Dona Lilica, a benzedeira - Vovó Benta e Leni W. Saviscki

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Dona Lilica, a benzedeira - Vovó Benta e Leni W. Saviscki 10 6 99
Trata-se de uma singela obra de autoria de Vovó Benta, espírito que se apresenta como uma adorável preta-velha e costuma narrar em seus livros fatos ocorridos na contraparte espiritual de terreiros de Umbanda. É autora das obras Natureza, onde reinam os Orixás, Causos de Umbanda e Enquanto Dormes.

No livro em questão, Vovó Benta nos conta a história de Lilica, uma senhorinha simples e humilde mas com uma nobre missão: ser benzedeira. A narrativa se inicia com D. Lilica já velhinha recordando fatos de sua vida. Quando jovem, se apaixonou por Lourenço e foi correspondida, mas como o rapaz era rico e de família nobre, o romance não pôde ir para frente. Lembra-se também de quando começou a benzer e dos sonhos que sempre teve com sua mentora espiritual, Vovó Dita, que em desdobramento explicava à menina o funcionamento da benzedura:
- Filha, benzer é um ato sagrado, é uma missão que algumas pessoas escolhidas recebem antes de voltar para a terra. Os benzedores são operadores que servirão de canal aos espíritos curadores que vem auxiliar a curar doenças e males causados por forças virulentas que acometem as pessoas. Faça isso sempre com muito amor, fé no Criador e usando em suas mãos um catalisador, que poderá ser um objeto de aço - sempre limpo no fogo - um rosário bento ou um ramo verde. (pg 14)
 Dona Lilica vai relembrando dos "causos" que atendeu, das curas que proporcionou através da espiritualidade e do merecimento de cada um. E entre lembranças e devaneios, desencarna sentada em sua velha cadeira de balaço, amparada por Vovó Dita.

No plano espiritual adapta-se com muita facilidade, já que na terra viveu de forma muito simples e abnegada, praticando a caridade de domingo a domingo. Curiosa, deseja saber por onde anda seu grande amor Lourenço e é orientada por Vovó Dita que o reencontro aconteceria no momento certo.

Dona Lilica passa a auxiliar nos trabalhos juntos a desencarnados sofredores. Visita a igrejinha de sua cidade, amparando o Padre Inocêncio em seu desencarne; conhece uma igreja evangélica, cujo pastor pregava inspirado por seu mentor espiritual, mas que não conseguia tratar bem os casos de obesessão devido á rigidez de sua religião; vai também a um centro espírita e a um terreiro de umbanda, estudar e auxiliar. 

Vovó Benta revela que espíritos benfeitores labutam em toda e qualquer templo religioso, explicando que as diferentes religiões são necessárias devido aos vários padrões vibratórios ainda existentes em nosso planeta.
Durante a bênção das hóstias pelo sacerdote, alguns espíritos que emanavam intensa luz de seus coronários, irradiavam e canalizavam através dele energias em forma de gotículas prateadas que preenchiam o cálice sagrado. (pg 33)
 Era dia de socorro aos desencarnados e já se fazia visível a grande fila destes, que se avolumava no ambiente. Amparados por trabalhadores espirituais, alguns deles, ainda alienados nem mesmo sabiam onde estavam e quem eram. Seus corpos espirituais maculados pelo tempo que se encontravam imantados à lugares de sofrimento e dor pelos destemperos emocionais, agora já um pouco aliviados, encontrariam naquele ambiente, através do choque anímico com os médiuns, o despertar de suas consciências ( pg 46)
Enquanto o pastor explanava o texto bíblico, com amor no coração, era assim intuído por aquele mentor espiritual. O seu desejo de ajudar aquele povo sofrido, sendo na maioria pessoas humildes, fazia com que tivesse amparo da Luz. (...) Exaltava o poder de Jesus, mas tratava os espíritos sofredores como demônios, expulsando-os para o inferno. Imediatamente a ligação que mantinha com seu mentor se desfazia. (pgs 55 e 56)
As luzes da cidade brilhavam por todas as partes, das formas mais variadas e coloridas, mesmo assim, todas elas juntas não conseguiam se igualar em intensidade e beleza, a que jorrava daquela pequena casa. -Vó Dita, conforme vejo a indicação na porta, aqui é um terreiro de Umbanda. Confesso que estou curiosa.(...) Lilica, assim como alguns outros espíritos que ali estavam pela primeira vez, observava tudo atentamente. As cantigas recomeçavam chamando ao trabalho as entidades espirituais que irradiariam os médiuns, a quem denominavam "pretos-velhos". Admirada, Lilica percebia muitos daqueles espíritos ali presentes atuando fortemente sobre o chacra básico do médium. (...) A ligação mental se dava por fios tenuíssimos do cérebro de um com o outro. (pgs 70 e 71)
E Dona Lilica segue aprendendo e auxiliando.  Mais adiante, assume o arquétipo de preta-velha para trabalhar na Umbanda...mas e quanto ao Lourenço? Bom, vocês vão ter que ler o livro pra saber o final da história ;)

O livro tem 95 páginas, com fonte grande e confortável; a linguagem é de fácil entendimento e a história é super envolvente. Salve as benzedeiras!





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