O livro dos benzimentos brasileiros - Max Sussol

O livro dos benzimentos brasileiros - Max Sussol

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O livro dos benzimentos brasileiros - Max Sussol 10 6 99
Este livro é uma raridade! Teve apenas 1 edição, de 1995. Segundo consta na contracapa, Max Sussol é professor, parapsicólogo, autor de 65 best sellers. Infelizmente não consegui encontrar outros dados sobre o autor.

O livro traz conceitos sobre benzimentos e benzedores e se baseia em pesquisas feitas por diversos autores. Além da parte teórica, fornece quase 400 páginas com fórmulas e rezas utilizadas em todo o Brasil.

Max Sussol explica o que são benzeduras, considerando a prática como remanescente da medicina-teológica. Classifica as orações utilizadas pelos benzedores em 3 grandes grupos:
  1. As que invocam Deus e a Santíssima Trindade
  2. As que invocam os Santos
  3. As que não contém invocações
Os benzedores, diz, são geralmente pessoas muito simples, com pouco ou nenhum estudo e com muita fé, dedicando-se à prática do benzimento por filantropia. Não são reconhecidos nem pela Igreja Católica e nem pela medicina tradicional, bem como não se consideram detentores de algum poder sobrenatural.

Explica que dentre a clientela dos benzedores, estão pessoas de todas as camadas sociais mas que é na zona rural, devido a dificuldade de acesso á medicina tradicional, que se concentram os maior número de usuários.
 
O quebrando, mau olhado ou olho gordo costuma ser o carro-chefe das benzedeiras. Para explicar - do ponto de vista energético - como as rezas atuam nas pessoas com quebranto, o autor utiliza-se de trechos da obra Mediunidade de Cura, ditada pelo espírito Ramatis ao médium Hercílio Maes:
PERGUNTA: - Ser-vos-ia possível dizer algo sobre o tradicional benzimento do "quebranto" das crianças, o qual é levado a sério em muitos lares brasileiros, embora repudiado como tolice pela ciência acadêmica?
RAMATÍS: - Realmente, a maioria das mãezinhas brasileiras confia no sucesso do benzimento contra o chamado "quebranto", e o responsabilizam pela apatia, sonolência, melancolia, inquietação, tristeza e inapetência dos seus rebentos queridos. Trata-se de perturbações morbígenas, que são atribuídas à projeção de fluidos de inveja, ciúme ou despeito lançados pelas pessoas de "mau-olhado". Aliás, não vos deve ser desconhecido o caso de aves, animais e flores, que se abatem, adoecem e murcham depois que certas criaturas possuidoras de "olhos ruins", os desejam ou invejam.
Embora a Medicina e os cientistas terrenos considerem o "quebranto" uma velha e tola superstição, o certo é que ele exerce-se disciplinado por leis tão lógicas como as que também coordenam o curso e a estabilidade das órbitas eletrônicas no seio dos átomos. Os fluidos etéricos e rnalfazejos projetados pelas criaturas invejosas, ciumentas ou despeitadas podem acumular-se no perispírito indefeso das crianças e chicotear-lhes o duplo etérico, perturbando o funcionamento normal dos "chacras" ou centros de forças etéricas.
O "chakra esplênico", situado à altura do baço, no duplo etérico, responsável pela vitalização e pureza sanguínea, é o centro etérico que mais sofre e se perturba sob os impactos ofensivos dos maus fluidos, pois reduz a entrada do fluxo prânico, e afetando a saúde da criança, ela perde a euforia de viver, ficando triste e melancólica. Restringindo o tom energético do metabolismo etéreo ou magnético vital, o perispírito também é afetado no seu intercâmbio com a carne na sua defensiva natural.
O fenômeno do "quebranto" lembra o que acontece com certas flores tenras e sensíveis, que murcham prematuramente sob as emanações mefíticas dos pântanos. E o benzimento é o processo benfeitor que expurga ou dissolve essa carga fluídica gerada pelo "mau-olhado" sobre a criança, ou mesmo exalada de certas pessoas inconscientes de sua atuação enfermiça sobre os seres e coisas.
O benzedor do quebranto também bombardeia e desintegra a massa de fluidos perniciosos estagnada sobre a criança ou seres afetados desse mal, desimpedindo-lhes a circulação etérica. Embora os sentidos físicos do homem não possam registrar objetivamente o processo terapêutico de eliminação do quebranto, a criança logo se recupera.
O livro contém 416 páginas e, como é um livro com 20 anos, a diagramação não é de boa qualidade e a fonte é muito pequena. Entretanto possui um índice muito bem organizado, o que facilita a busca pelos benzimentos.

Há quem acredite que os benzimentos só podem ser passados oralmente e, de preferência, entre membros de uma mesma família, mas esta ideia já vem mudando e encontramos até cursos online de benzimento. 

Independente de acreditar ou não em benzimentos (eu acredito), o livro é uma obra-prima da cultura nacional.

(clique nas imagens para ampliá-las)




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