A Vida Sempre Vence - Marcelo Cezar e Marco Aurélio

A Vida Sempre Vence - Marcelo Cezar e Marco Aurélio

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Lançado em 2000 e reeditado em 2011, este romance é passado nos Estados Unidos, no final do século XIX e conta a história dos amigos Sam, Mark Adolph, Emily e Anna.

Sam é casado com Brenda e vivem na pacata cidade Little Flower. O casal tem dois filhos gêmeos, mas em um determinado dia as crianças aparecem mortas por estrangulamento. Sam entra em depressão e Brenda acaba cometendo o suicídio.

Anna é irmã adotiva de Brenda e empregada do casal. Com a ajuda dela, do xerife Mark e dos amigos Adolph e Emily, bem como do Dr Lawrence, Sam vai se recuperando aos poucos. Na parte espiritual, encontramos a ajuda de  Agnes e Júlia, que inspiram e orientam os personagens principais.

Adolph teve um grande amor que o abandonou e nunca mais voltou a se interessar por ninguém. Já Mark e Emily acabam formando um casal e Anna é apaixonada por Sam, mas, a princípio, opta por esconder seu amor.

Cansados e desiludidos com a América, que vinha passando por uma guerra civil, eles decidem partir para o Brasil. O destino de todos estava selado em uma linda missão em terras brasileiras, auxiliando e sendo auxiliados pela cultura dos negros escravos.

Ao final da narrativa, teremos as respostas dos motivos que levaram-nos a esta forte ligação.

O livro possui 328 páginas. A versão que li, de 2000, tem uma fonte muito pequena, sendo que a atual já segue os novos padrões da Editora Vida e Consciência.

A história é boa, prende a atenção, mas não tem toda a ação encontrada nos romances mais atuais de Marcelo Cezar. Encontramos lições doutrinárias nos diálogos entre os personagens, numa época em que o espiritismo estava dando seus primeiros passos. No capítulo 19, os autores narram uma sessão de desobsessão liderada pelos negros Pai Juca e Mãe Maria.

Trecho:
Pai Juca fez um sinal. Os negros, assustados, não responderam. Ele falou algo numa língua africana. Prontamente todos formaram um enorme círculo ao redor de Anna e Sam. Pai Juca chamou Emily, Mark e Adolph para o centro da roda.
Pediu que os americanos fizessem um pequeno círculo ao redor de Anna. Os negros começaram a orar em sua língua de origem.
Após alguns instantes, Pai Juca foi ao chão. Os negros continuaram em suas orações. Maria chegou próximo a Anna e começou a desobsessão.
— Minha filha, você não tem o direito de fazer isso.
Anna, com a voz pastosa, rouca, dizia:
— Outra negra imunda... Cale a boca! O que quer?
— Não, minha filha, eu é que pergunto: o que quer?
Silêncio total. Anna nada falava. Maria continuou:
— Você não pode simplesmente chegar e se aproximar das pessoas, usando o corpo delas para serem um veículo seu.
Os americanos concentravam-se ao máximo na oração. Perceberam que Anna
estava incorporada. Anna interrompeu Maria:
— Eu faço o que quiser, entendeu? Estou do lado dela há dias, mas não
conseguia aproximar-me mais. Agora a pouco a pamonha facilitou. A insegurança
dela permitiu a minha aproximação. Ela é a responsável, não eu. Se ela estivesse
firme, não tivesse ciúme, eu não conseguiria misturar-me em suas energias. Teria
de me apresentar de outra forma.
E gargalhava sem parar.
Maria, por sua vez, continuava tranqüila e firme:
— Ela facilitou, mas agora nós estamos complicando. Olhe o tamanho da turma
aqui. Olhe os nossos guias ao seu redor. Se você voltar a mexer com este pessoal
aqui, vai amargar pelo resto da eternidade 

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